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As melhores trilhas de quadriciclo em BH e região: guia completo

9 de junho de 2026·11 min de leitura·Chicar Mini Veículos

Belo Horizonte é cercada de serra por todos os lados, e isso faz da região metropolitana um dos melhores lugares do Brasil para quem tem um quadriciclo. Em menos de uma hora de estrada você está em trilha de verdade: serra, mata, travessia de rio, mirante e aquela sensação que só quem pilota conhece.

Este guia detalha os 9 melhores destinos num raio de ~100 km de BH para você montar o seu grupo, colocar as máquinas na carreta e viver o fim de semana: como chegar, tipo de terreno, nível de dificuldade, o link do mapa de cada um e os avisos ambientais que todo trilheiro responsável precisa conhecer.

Mapa geral: os 9 destinos de relance

#DestinoDistância de BHTempo de carroDificuldadeDestaque
1Macacos (Nova Lima)25 km~40 minIniciante/intermediárioMirante + bares dos trilheiros
2Serra do Cipó100 km~1h40InicianteRio, lapa e campo rupestre
3Trilha dos Sete Rios60 km~1h10Fácil (seca) / moderada (chuva)8 travessias de rio
4Serra da Moeda / Topo do Mundo40 km~50 minIntermediárioCrista de serra com vista dupla
5Casa Branca (Brumadinho)34 km~45 minIniciante/intermediárioCachoeiras + almoço rural
6Rota do Ferro (Sabará/Caeté)25 km~35 minIntermediárioHistória e piso de minério
7Honório Bicalho a Rio Acima38 km~50 minInicianteBeira de rio, perfeita para estrear
8Trilhas Perdidas / Seis PistasNa RMBH~30 minModeradoTúneis de mineração
9Lavras Novas (Ouro Preto)105 km~2hInicianteCachoeiras e Estrada Real

1. Macacos (Nova Lima): a trilha na porta de casa

Como chegar: 25 km pela MG-030 sentido Nova Lima, entrando para São Sebastião das Águas Claras. Cerca de 40 minutos do centro de BH. Ver no Google Maps

A trilha: o roteiro clássico tem ~14 km de estrada de terra com subidas e descidas íngremes de serra, trechos de mata fechada, travessia de riacho e a parada obrigatória no Mirante dos Cristais, de onde se vê o vale inteiro. Em ritmo de passeio com o grupo, rende 1h a 1h20 de pura diversão.

O toque local: a vila de Macacos é o ponto de encontro dos trilheiros da Grande BH. O passeio termina nos bares tradicionais, como o Bar do Marcinho, onde os quadriciclos enfileirados na porta fazem parte da paisagem de todo fim de semana. É o lugar perfeito para conhecer outros grupos e combinar as próximas trilhas.

Máquina indicada: qualquer 4x4 da linha Wolf encara de sobra; o Fox 325 também passa bem na seca.

2. Serra do Cipó: o jardim do Brasil

Como chegar: 100 km pela MG-010 (Linha Verde sentido Conceição do Mato Dentro), passando por Lagoa Santa e Jaboticatubas até Santana do Riacho. Cerca de 1h40. Ver no Google Maps

A trilha: os estradões do entorno do parque percorrem o vale do Rio Parauninha, com lapa de pedra, prainha de rio para o banho do meio-dia e vista da Cachoeira Véu da Noiva. O cenário de campo rupestre do Espinhaço é único no mundo: parece outro planeta, com flores que só existem ali.

Por que ir em grupo: o vale rende um dia inteiro entre trilha, banho de rio e churrasco. Os grupos de BH costumam sair cedo, rodar a manhã inteira e fechar com mergulho no Parauninha.

⚠️ Regra inegociável: dentro do Parque Nacional da Serra do Cipó, veículos motorizados são proibidos: a circulação interna é só a pé, de bicicleta ou a cavalo. A trilha de quadriciclo acontece no entorno do parque, e é assim que tem que ser.

Máquina indicada: Wolf 550 4x4, com autonomia de 300 km que sobra para o dia inteiro.

3. Trilha dos Sete Rios (Jaboticatubas): o clássico das travessias

Como chegar: 60 km pela MG-010 até Jaboticatubas, ~1h10 de BH. A trilha liga a cidade ao distrito de São José da Serra. Ver no Google Maps

A trilha: são ~28 km de percurso, sendo 25 km de terra, com nada menos que 8 travessias de rio e a Serra do Cipó de pano de fundo. Cada travessia é um momento: água espirrando, motor roncando e o grupo gritando atrás. O ponto de apoio histórico é o Restaurante da Cristina, em São José da Serra, onde os trilheiros param para o almoço mineiro de fogão a lenha.

Dificuldade real: na seca, é festa para qualquer 4x4. Na chuva, os rios sobem e a trilha vira desafio de verdade: só com máquina 4x4, pneu certo e experiência.

O evento: Jaboticatubas sedia o Quadrifest, divulgado como o maior encontro de quadriciclos de Minas, com bênção dos trilheiros, trilhão pelos Sete Rios e shows na praça central. Grupos de BH fazem essa trilha praticamente todo fim de semana: é A trilha para estrear seu quadriciclo na comunidade off-road da região.

Máquina indicada: Wolf 700 4x4 para as travessias; na época de chuva, o Wolf 700 MUD com snorkel de fábrica passa onde os outros ficam.

4. Serra da Moeda e Topo do Mundo: a crista com vista infinita

Como chegar: ~40 km via BR-040 sentido Rio, saindo no Jardim Canadá e seguindo para o Mirante Topo do Mundo, em Brumadinho. Cerca de 50 minutos. Ver no Google Maps

A trilha: a crista da Serra da Moeda se estende por ~70 km, e as trilhas de cumeada de 6 a 13 km partem do mirante, alternando pedra, canga ferruginosa e mata densa. A recompensa é dupla: o vale do Paraopeba de um lado, o sinclinal Moeda do outro. Pôr do sol aqui, com as máquinas alinhadas no mirante, é foto de capa de grupo.

Por que ir em grupo: é território clássico de comitiva própria: sem estrutura comercial, só você, seus amigos e a serra. Alguns trechos de cumeada exigem leitura de terreno, então o grupo se ajuda. Atenção redobrada perto das rampas de voo livre.

Máquina indicada: Wolf 700 4x4, pelo torque nas subidas de pedra.

5. Casa Branca (Brumadinho): cachoeiras e estradões rurais

Como chegar: 34 km pela BR-040 sentido Rio, saída para Casa Branca. Cerca de 45 minutos. Ver no Google Maps

A trilha: zona rural de serra com estradões de terra ligando cachoeiras como a da Jangada e a da Ostra, num vai-e-vem de subidas suaves. É o destino para levar a família junto: trilha de manhã, cachoeira ao meio-dia e restaurante rural para fechar.

⚠️ Atenção ambiental: a região faz divisa com o Parque Estadual Serra do Rola-Moça, onde esportes motorizados são proibidos (Portaria IEF 43/2012). O off-road fica nas estradas rurais e propriedades particulares fora do parque.

Máquina indicada: Fox 325 dá conta com folga; é passeio, não guerra.

6. Rota do Ferro e Serra da Piedade (Sabará/Caeté): história e minério

Como chegar: Sabará fica a 25 km pela MG-262, ~35 minutos do centro. O circuito completo soma ~63 km. Ver no Google Maps

A trilha: o circuito sai de Sabará, passa pelo distrito colonial de Morro Vermelho (Caeté), pela trilha do Curtume e pelo entorno da Serra da Piedade, sobre piso de minério de ferro, pedra e terra batida. É rota consagrada nos grupos de 4x4 e trilha de BH: você roda por onde o ouro e o ferro de Minas fizeram história, com povoados que parecem parados no tempo.

Atenção: no Caminho do Sabarabuçu (Estrada Real), alguns trechos são sinalizados como exclusivos para caminhada, bike e cavalo: respeite a placa. O topo da Serra da Piedade é santuário religioso tombado, sem off-road.

Máquina indicada: Wolf 550 4x4; o piso de minério castiga, e a suspensão independente faz diferença nos 63 km.

7. Honório Bicalho a Rio Acima: a trilha de estreia

Como chegar: ~38 km via BR-040 + MG-030 sentido Rio Acima, ~50 minutos. Ver no Google Maps

A trilha: ~9 km de estrada estreita de terra margeando o Rio das Velhas, com sobe-desce leve e trechos sombreados. Para quem quer mais, as variantes circulares passam pelo Vale dos Pinheiros, Cachoeira do Sol e Mirante do Gandarela, com vista para a serra que guarda uma das maiores reservas de água de Minas.

Para quem é: o lugar perfeito para os primeiros quilômetros de quem acabou de comprar o quadriciclo. Terreno previsível, paisagem linda, e o grupo mais experiente vai junto dando as dicas. É aqui que nasce trilheiro.

Máquina indicada: qualquer modelo do catálogo; essa trilha recebe todos.

8. Trilhas Perdidas e Seis Pistas (Nova Lima): aventura urbana

Como chegar: a saída clássica é pela região do Sagrada Família/Pompéia, já dentro de BH, descendo no sentido Nova Lima. Ver no Google Maps

A trilha: o circuito mais inusitado da lista passa por túneis abandonados de mineração e pelas Seis Pistas de Nova Lima, com subidas e descidas intensas até desembocar em Macacos, onde os bares fecham o roteiro. Atravessar um túnel escuro de mineração com o farol do quadriciclo abrindo caminho é adrenalina que não se explica, se vive.

Dificuldade: tranquilo até as Trilhas Perdidas; dali em diante o terreno exige piloto experiente. Não é trilha para a primeira semana de quadriciclo.

Máquina indicada: Wolf 700 4x4 com bloqueio de diferencial para as subidas íngremes.

9. Lavras Novas (Ouro Preto): cachoeiras na Estrada Real

Como chegar: 105 km pela BR-356 (Rodovia dos Inconfidentes) até Ouro Preto, e mais 17 km até o distrito, a 1.500 m de altitude. Cerca de 2h. Ver no Google Maps

A trilha: no limite do raio deste guia, mas impossível deixar de fora. O roteiro clássico de ~20 km visita a Cachoeira dos Três Pingos, a Represa do Custódio e mirantes da Estrada Real, com o casario colonial do distrito como base. Na época de chuva, o barro vira parte da diversão. Dá para esticar até o entorno do Parque do Itacolomi num roteiro de 4h.

Por que ir em grupo: Lavras Novas tem pousadas e restaurantes que recebem bem os trilheiros: é o destino ideal para transformar a trilha em fim de semana completo, com as máquinas na carreta na sexta à noite.

Máquina indicada: Wolf 550 4x4 ou Wolf 700 4x4.

O que levar em qualquer trilha da lista

  • Capacete sempre, mais óculos de proteção e luvas
  • Calçado fechado e calça comprida
  • Água e protetor solar (a canga de Minas reflete sol como espelho)
  • Corda de reboque, kit de furo e correia CVT reserva
  • Celular carregado com o track baixado (o sinal some na serra)
  • Na chuva: roupa de troca no carro. Você VAI se sujar, e essa é a melhor parte

Regras de ouro do trilheiro responsável

  1. Parques são santuários: Cipó, Rola-Moça e demais unidades de conservação proíbem veículos motorizados no interior. Multa é o mínimo; o dano à vegetação de canga e campo rupestre leva décadas para se recuperar
  2. Trilha existente, sempre: nunca abra caminho novo
  3. Porteira fechada se deixa fechada: as trilhas cruzam propriedades rurais que nos toleram porque respeitamos
  4. Ande em grupo: mais seguro, mais divertido e sempre tem alguém para puxar quem atolar (e registrar o momento)
  5. Para acompanhar trilhões e encontros da região, a Agenda Off Road (agendaoffroad.com.br) concentra os eventos de MG

A liberdade de ter a sua própria máquina

Quem tem o próprio quadriciclo não depende de agenda, horário nem fila: acordou com sol no sábado, chamou os amigos no grupo, engatou a carreta e foi. As 9 trilhas desta lista viram o seu quintal de fim de semana, e a cada saída o grupo descobre uma variante nova, um mirante escondido, um bar de beira de estrada que vira tradição.

Qual máquina para o seu perfil de trilha:

Perfil de trilhaModelo indicado
Honório Bicalho, Casa Branca, passeios levesFox 325 4x4 (R$ 46.000)
Macacos, Cipó, Rota do FerroWolf 550 4x4 (R$ 60.000)
Sete Rios com travessias, Serra da MoedaWolf 700 4x4 (R$ 69.000)
Lama pesada e rio fundo na época de chuvaWolf 700 MUD (R$ 79.900, com snorkel)

Todos com motor Loncin, injeção BOSCH e tração 4x4 com bloqueio de diferencial. Antes de encarar lama e rio, vale ler o guia de pneus por terreno e o checklist de manutenção.

A Chicar fica em BH (bairro São João Batista) com todos os modelos em loja para você ver de perto, garantia de 1 ano, parcelamento em até 18x e pronta entrega: comprou hoje, está na trilha no fim de semana. Chama no WhatsApp e conta quais trilhas você quer encarar que a equipe indica a máquina certa.

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